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	<title>THIAGO RICIERI &#187; cotidiano</title>
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		<title>Crônica: Apresentada em sala de aula, sobre hipocrisia</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 22:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagoricieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um trabalho para a faculdade, dessa vez me coube escrever uma crônica! De acordo com o próprio professor, as crônicas de nossa sala foram as melhores que ele já havia escutado. Aliás, ajudou-o a &#8220;refrescar os ouvidos&#8221; depois de ter corrigido provas do ENADE. Não só minha crônica, mas também de todos meus colegas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-422" style="float: left; margin: 0 1em 1em 0;" title="Cronica-Hipocrisia" src="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2009/11/cronica.jpg" alt="Cronica-Hipocrisia" width="160" height="160" />Mais um trabalho para a faculdade, dessa vez me coube escrever uma crônica!</p>
<p>De acordo com o próprio professor, as crônicas de nossa sala foram as melhores que ele já havia escutado. Aliás, ajudou-o a &#8220;refrescar os ouvidos&#8221; depois de ter corrigido provas do ENADE.</p>
<p>Não só minha crônica, mas também de todos meus colegas de turma, estão publicados no blog <a href="http://lapisinvisivel.blogspot.com/" target="_blank">Lápis Invisível</a>, publicado pelo nosso professor Marcus Vinicius Santos Kucharski.</p>
<p>Só para nota, ao final da crônica há uma contradição. E ela é proposital.</p>
<p><span id="more-402"></span></p>
<h2>Hipocrisia</h2>
<p>A parte mais emocionante de passar por uma confusão violenta é que não dá para confiar na previsão do comportamento dos outros. Raiva e inconformidade fazem aqueles que apenas pensavam, falarem as suas idiotices.</p>
<p>A confusão por si só não tinha motivos. Ao que parece, um bandido tentou assaltar um estabelecimento de venda de refrigeradores na Brasílio Itiberê, a polícia foi chamada e agiu rápido, prendendo o gatuno uns cinco minutos antes de eu chegar na esquina. As pessoas ao redor, que me faziam companhia como observadores do evento, repetiam em uníssono &#8220;Que que é isso?!&#8221;.</p>
<p>_Que que é isso?! &#8211; eu falei.</p>
<p>Isso, depois da ação da polícia, é o que acontece quando algumas pessoas têm a oportunidade de descarregar a revolta da injustiça que percebem em suas vidas. O bandido, deitado no chão da calçada, de cócoras e queixo colado ao peito, protegia-se da agressividade gratuita dos comerciantes da loja de refrigeração e do açougue ao lado. Os golpes alternavam entre chutes e adjetivos. Eu já estava passando pela frente, diminuindo para a segunda marcha enquanto virava o pescoço para assistir a cena. O meliante tentava levantar-se, mas era logo devolvido a sua posição indefesa por aqueles que o cercavam.</p>
<p>A polícia cuidava para manobrar o carro na calçada e quando o fizeram, um dos agentes da lei se aproximou do bandido algemado, pegou em seu braço e o levou para a cabine do automóvel. Coloquei o carro na entrada do estacionamento, que por infeliz coincidência fica ao lado do açougue e a frente de um departamento do governo. Saí do veículo a tempo de presenciar a segunda cena de violência daquela tarde.</p>
<p>Ao que deu para entender, um dos motoboys que estavam do outro lado da rua começou a desafiar os policiais e os açougueiros, no sentido de que eles não teriam coragem para insultar o bandido, se não estivesse preso. A plenos pulmões ele bradava, com apoio de seus colegas, e nesse ponto não era somente a adrenalina do bandido que estava alterada. Os açougueiros compraram a provocação e o bate-boca chegou mais próximo do bate do que da boca.</p>
<p>Eu sai do carro para entregar a chave ao manobrista do estacionamento, o qual estava, como todos os demais, assistindo boquiaberto o episódio daquele fim de tarde. Motoboys seguravam os capacetes com os braços erguidos na intenção de desferir um golpe aos que se aproximavam. Chutes, socos, capacetadas, insultos recheavam a confusão e um dos motoboys acabou caindo no chão, bem como antes caiu o ladrão. Os policiais entraram em cena para apartar a briga e socorrer aquele que fora pisoteado pelos açogueiros. Só vi ele se levantando, com o semblante tingido de vermelho-sangue, respirando com dificuldade.</p>
<p>Eu, que de bobo não tenho nada, mantive uma distância segura disso tudo. Quando o problema parecia ter sido controlado, continuei com meu caminho. Pelo menos meu carro não foi arranhado.</p>
<h2>Idéia de Crônica</h2>
<p>Uma última nota, ontem depois da aula, a caminho de casa no ônibus com minhas colegas Laís e Tássia, o ônibus parou subitamente. O que aconteceu em suma foi uma assalto que ninguém viu e se viram, não fizeram nada. Como teve uma crônica de um dos meus colegas que fala sobre como as pessoas estão acostumadas com a violência nas suas voltas, nos veio a idéia de escrever uma crônica sobre o evento inusitado.</p>
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