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	<title>THIAGO RICIERI &#187; redação</title>
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		<title>As Confissões de David Ogilvy</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 18:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagoricieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revisões de Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[David Ogilvy não começou publicitário, começou vendedor. E de fogões. Depois, cozinheiro. Seu primeiro anúncio, escreveu aos 39 anos. É um escocês que foi taxado de louco por querer abrir uma agência de publicidade em solo americano. Ele o fez, ele o conseguiu e ele contou como em seu livro <strong>Confissões de um Publicitário</strong>. Neste post, faço uma reflexão sobre seu livro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/davidogilvy.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-522" title="davidogilvy" src="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/davidogilvy.jpg" alt="" width="580" height="150" /></a></p>
<p>David Ogilvy não começou publicitário, começou vendedor. E de fogões. Depois, cozinheiro. Seu primeiro anúncio, escreveu aos 39 anos. É um escocês que foi taxado de louco por querer abrir uma agência de publicidade em solo americano. Ele o fez, ele o conseguiu e ele contou como em seu livro <strong>Confissões de um Publicitário</strong>.</p>
<p>Inspirador e autoconfiante, David esclarece já de início:</p>
<blockquote><p>Se você perceber um leve cheiro de arrogância neste livro, quero que saiba que minha arrogância é seletiva. Sou miseravelmente medíocre em tudo, <em>exceto</em> em publicidade. [...] Quando se trata de publicidade, a <em>Advertising Age</em> diz que sou &#8220;o Rei criativo da publicidade&#8221;. Quando a <em>Fortune</em> publicou um artigo a meu respeito, intitulou-o &#8220;David Ogilvy é um Gênio?&#8221;, pedi a meu advogado que a processasse por causa do ponto de interrogação.</p></blockquote>
<h2>As Lições de David Ogilvy</h2>
<p><a href="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/17267_4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-523" style="float: left; margin: 0 1em 1em 0;" title="17267_4" src="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/17267_4.jpg" alt="" width="151" height="250" /></a></p>
<p>É nessa arrogância seletiva que ele mantém a narrativa do começo ao fim do livro. Sem delongas, sem rodeios. Simples, didático e direto.</p>
<p>Ele fala sobre como administrar uma agência de publicidade, como conquistar e manter clientes, como fazer grandes campanhas e escrever textos poderosos, como ilustrar anúncios, cartazes e comerciais, fechando com conselhos para os jovens (como eu) e uma reflexão sobre o papel da publicidade.</p>
<p>David tem fascínio pelas pesquisas, sua publicidade tem que ser factual e direta, repudia textos escritos em negativo e apoia toda sua argumentação em testes e experiências realizadas ao longo de sua carreira. Isso é o que eu mais achei de inspirador no seu livro, nada de &#8220;achismos&#8221;. Acredito, aliás, que muitos designers sentiriam um quê de raiva de suas afirmações.</p>
<p>Ele lamenta que muitos redatores e publicitários rendem-se à arte e não criam anúncios vendedores. Afirma, também, que é comum que anúncios que dão resultado para os clientes raramente recebem os prêmios da publicidade e tem uma posição claramente contra àqueles que usam os milhões de seus clientes para custear seu brilhantismo criativo.</p>
<h2>Suas idéias ainda valem?</h2>
<blockquote><p>O que é um bom anúncio? Existem três escolas de pensamento. Os cínicos dizem que um bom anúncio é o que foi aprovado pelo cliente. Outra escola aceita a definição de Raymond Rubicam: &#8220;a melhor característica de um grande anúncio é que não só o público é impactado por ele, mas também que tanto o público quanto o mundo da publicidade lembram-se dele por muito tempo como um <em>trabalho admirável</em>. [...] Pertenço à terceira escola &#8211; a que sustenta que um bom anúncio é aquele que vende um produto sem atrair a atenção para si mesmo. [...] Em vez de dizer &#8220;Que anúncio inteligente&#8221;, o leitor diz: &#8220;Eu não sabia disso. Preciso experimentar este produto&#8221;.</p></blockquote>
<p>Este parágrafo foi o mais marcante para mim no capítulo &#8220;Como Fazer Grandes Campanhas&#8221;. David ainda adverte que na sua agência, não permite que chamem seus criadores de &#8220;criativos&#8221;.</p>
<p>Seus capítulos têm conclusões que ele mesmo formulou (sempre na base da pesquisa) as quais não citarei para não estragar a graça de ler o livro. De todas elas, grifo apenas um de seus conselhos, por se tratar uma mensagem aos novos publicitários. Trata-se de sua visão quanto a como se tornar um bom profissional:</p>
<blockquote><p>Os psiquiatras dizem que todo mundo deveria ter um <em>hobby</em>. O <em>hobby</em> que eu recomendo é a <em>publicidade</em>. Escolha um tema sobre o qual sua agência saiba muito pouco e torne-se uma autoridade nele.</p></blockquote>
<h2>Reflexão sobre a Confissão</h2>
<p><a href="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/1206828300-642950-DavidOgil-12064510580.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-525" style="float: left; margin: 0 1em 1em 0;" title="David Ogilvy" src="http://thiagoricieri.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/1206828300-642950-DavidOgil-12064510580.jpg" alt="David Ogilvy" width="221" height="280" /></a><br />
Em suma, sua visão sobre o mundo da publicidade é bastante contemporânea, apesar da época em que escreveu o livro. Alguns de seus conceitos, afirma ele, eram infalíveis. Mas será que continuam sendo?</p>
<p>Creio que ele ficaria feliz se quem lesse seu livro duvidasse de suas próprias conclusões e tentasse criar outras à base de pesquisa. É, no fundo, o hábito que ele tenta incutir no leitor do começo ao fim.</p>
<p>Quando termina o livro, na reflexão sobre se a publicidade deveria ser abolida, ele nega, mas complementa que ela deveria ser reformada. Eu concordo com ele.</p>
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		<title>Johnnie Walker, The Man Who Walked Around the World</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 20:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagoricieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[BBH London]]></category>
		<category><![CDATA[comercial]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[johnnie walker]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[redação]]></category>
		<category><![CDATA[video-clip]]></category>

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		<description><![CDATA[Cá estou eu de volta.

Faz algum tempo, eu sei, porém vou deixar no ar a mesma desculpa-clichê adotada por todos: não tinha tempo. Não tinha mesmo? Não interessa :)

Veio-me uma vontade de voltar a falar publicamente por intermédio do meu blog, [redundância on] dar minha opinião usando a função expressiva da língua [/redundância off]. Treinar a redação faz bem. E sabe o que mais faz bem? Andar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cá estou eu de volta.</p>
<p>Faz algum tempo, eu sei, porém vou deixar no ar a mesma desculpa-clichê adotada por todos: não tinha tempo. Não tinha mesmo? Não interessa <img src='http://thiagoricieri.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Veio-me uma vontade de voltar a falar publicamente por intermédio do meu blog, [redundância on] dar minha opinião usando a função expressiva da língua [/redundância off]. Treinar a redação faz bem. E sabe o que mais faz bem? Andar.</p>
<p><span id="more-341"></span></p>
<p>E quando uniram o andar à boa redação, a BBH London criou um dos melhores vídeos institucionais que eu já vi.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="530" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MnSIp76CvUI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="530" height="344" src="http://www.youtube.com/v/MnSIp76CvUI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Mas foi só a redação que torna essa peça incrível? Bobagem afirmar. Transcreva o texto e leia-o para entender que uma boa redação pede uma boa interpretação. Com certeza, como dizem na internet, Robert Carlyle é um incrível <em>storyteller</em>.</p>
<p>Treinar a redação faz bem. Treinar a oratória também.</p>
<p>Keep Walking, eis porquê voltei.</p>
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