Criatividade, Parte I – um lampejo divino. E na publicidade?

Elizabeth Gilbert, para o TEDTranquilidade em meu quarto, enquanto leio minha extensa lista de RSS Feeds. Uma notícia me chama a atenção: palestra ao TED de Elizabeth Gilbert, autora do livro Eat, Pray, Love, um best-seller mundial.

Cara, ela fala com paixão. Não é para menos, seu assunto é a visão muito pessoal o monstro que assombra os criativos, os resultados de seus próprios sucessos. Ela traz a tona uma discussão que me interessou muito e me lembrou as aulas de História da Comunicação Contemporânea. Achei mágico e extraordinário, ela fala sobre… bem, não vou dar uma de spoiler, veja o vídeo da palestra para sentir a profundidade da reflexão.

Elizabeth Gilbert on nurturing creativity

Genialidade e Fracasso da criatividade

Elizabeth colocou sua cara a tapa ao expor sua idéia sobre criatividade, até porque ela está nesse momento da vida na qual seu melhor trabalho será usado como base de julgamento de todos seus próximos. Como pode uma pessoa criativa lidar com isso?

Na minha opinião, Elizabeth está certa. Se acreditarmos que não somos em si criativos, que não é uma característica inerente do ser humano privilegiado com um gene misterioso ou por uma formação impecável, somos capaz de discernir o trabalho criativo das consequências da criatividade genial. É uma proteção ao ego e a sanidade.

“Não fique com medo. Apenas faça seu trabalho. Continue a aparecer para sua parte, seja lá o que ela seja. Se seu trabalho for dançar, então dance. Se o maroto gênio divino apontado para seu caso decidir te dar algum lampejo maravilhoso, por um momento através de seus esforços, então ‘Olé!’. Se não, faça seu trabalho do mesmo jeito, e ‘Olé’ para você, de qualquer forma, apenas por ter esse amor e teimosia humana para continuar aparecendo.”

Creative Person e Publicidade

Creative Person. Assim como diz no documentário Art & Copy, quem são as ditas Pessoas Criativas, e como elas chegam nesse estado? O que se passava pela cabeça dos grandes publicitários no momento de criarem slogans e campanhas que são lembradas até hoje? Como disse antes, sou partidário da ideologia de Elizabeth. Lembrando que a teoria dela não exclui a pessoa do processo criativo, mas divide a responsabilidade com uma entidade responsável pelo trabalho genial. É um erro afirmar então que a criatividade é relativa. Apenas a criatividade fora de série é algo oculto e sem razões de vir e ir.

Agora, acredito que me cabe fazer a relação entre esta idéia e minha área. Não obstante ter aceitado a teoria de Elizabeth, outras idéias têm mudado meu modo de olhar para a propaganda.

Meu curso é Publicidade e Propaganda, mas a propaganda morreu. Na segunda parte deste post, vou discurtir a visão inovadora (apesar de não exatamente nova) de Al e Laura Ries, dois gurus do marketing e da relações públicas, publicada em seu livro A Queda da Propaganda.

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